Perguntas Freqüentes

1 – Remédios interferem em exames laboratoriais?

R: Alguns, sim. Os antibióticos e os antiinflamatórios, por exemplo, interferem nos testes de coagulação do sangue, normalmente solicitados em pré-operatórios. Portanto, quaisquer que sejam os remédios que esteja tomando, avise o (a) atendente antes do exame. Caso um deles interfira, você terá que conversar com o seu médico sobre a possibilidade de suspende-lo por alguns dias. Se a interrupção não for possível, esse dado terá que ser levado em conta na avaliação do resultado.

2 – Aspirina altera resultados de exames?

R: Com certeza. Aspirina é o nome popular do Ácido Acetilsalicílico. Ela está presente em muitos analgésicos e antitérmicos, tais como AAS, Buferin, Doril, Melhoral, Aspirina Forte, Cibalena, Doloxene-A e Aspirina C. Mas também em antiácidos (Alka-Seltzer e Engov), onde está associada a outras substâncias farmacológicas. Por isso, guarde bem: todos os remédios com Ácido Acetilsalicílico interferem nos exames de coagulação do sangue. Em altas doses, podem diminuir os valores totais de Tiroxina ou T4, um dos hormônios da tiróide.

3 – Por que a Aspirina não consta na listagem de medicamentos interferentes para o exame Tempo de Protrombina?

R: Porque ela não interfere nos fatores da coagulação que são avaliados neste teste. A Aspirina age no sistema da coagulação, apenas como antiagregante das plaquetas.

4 – Há alguma incompatibilidade entre as vitaminas em os exames laboratoriais?

R: Sim, pois eles também atrapalham certos exames. Por exemplo, a vitamina C altera o de creatinina. Já a vitamina E interfere nos testes de agregação plaquetária.

5 – Pode-se fazer exame de sangue com gripe , resfriado ou febre?

R: Claro. Alguns exames, aliás, são solicitados exatamente porque a pessoa está com febre. A intenção é verificar se alguma infecção é a responsável. Porém, em algumas circunstâncias, a doença responsável pela febre pode interferir nos exames destinados a avaliar aspectos metabólicos e imunológicos. Por cautela, conseqüentemente, consulte o seu médico ou o laboratório antes de fazer o exame.

6 – Esforço físico atrapalha os exames laboratoriais?

R: Alguns, sim. Por exemplo, os de glicemia e dosagem de fator VIII de coagulação. Tanto que, ante de fazê-los, você não pode ter se submetido a qualquer esforço físico. Além disso, lembre-se:os exames laboratoriais são padronizados para a realização em condições ideais, bem definidas. É o que os médicos chamam de condições basais. Em conseqüência, testes feitos após esforços físicos terão eventualmente valores diferentes dos que você tem.

7 – Por que o esforço físico interfere no exame glicemia?

R: A glicemia reflete a quantidade de açúcar no sangue que, por sua vez, é uma fonte de energia de rápido aproveitamento pelo organismo. Dessa forma, sempre que o organismo precisar de mais energia, por exemplo em esforço físico e stress, há alterações importantes nas velocidades de produção e consumo de açúcar. A maioria das vezes em que se faz exames de dosagem de glicemia, queremos saber como está o nível basal, pois o valor de referência diz respeito a esta situação. Portanto, a pessoa deve estar o mais próximo possível desta condição.

8 – Menstruação interfere nos exames?

R: Sim, por exemplo, no de urina. Por isso o ideal é fazê-lo fora do período menstrual. Mas, se for urgente, a urina pode ser colhida, adotando-se dois cuidados: assepsia na hora do exame e o uso de tampão vaginal, para o sangue menstrual não se misturar à urina.

9 – Mulher menstruada pode fazer exame de sangue?

R: Sim. Qualquer um deles. Porém, diversos hormônios e algumas proteínas séricas variam durante o ciclo menstrual. Portanto, é fundamental que o médico saiba em que período do ciclo o seu exame foi realizado.

10 – Bebida alcoólica pode alterar resultados de exames?

R: Sim, especialmente o de triglicérides. Uma dose de uísque, uma cerveja ou um copo de vinho na véspera é suficiente para elevar os seus níveis, falseando os resultados. Por isso, o ideal é, antes do exame, ficar três dias sem ingerir qualquer bebida alcoólica.
IMPORTANTE: O álcool também altera o colesterol, mas pouco.

11 – É permitido fumar antes de fazer exame?

R: De jeito nenhum, pois fumar pode interferir no resultado de alguns exames como testes de agregação plaquetária, curvas glicêmicas, etc. Nesses casos, não fume no dia do exame.

12 – O que é dieta habitual exigida por centos exames?

R: É a que você costuma comer no seu dia-a-dia. Portanto, essa instrução significa apenas o seguinte: não mude a alimentação.

13 – Exame de sangue tem que ser sempre em jejum?

R: Nem todos. O hemograma simples, por exemplo, dispensa o jejum. Já glicemia e triglicérides exigem que você fique várias horas sem comer. O tempo de jejum varia de acordo com o exame.

14 – Água “quebra” o jejum?

R: Não. Mas convém tomá-la com moderação. O excesso interfere nos exames de urina. Se seu exame envolve algum tipo de anestésico, você não poderá beber água.

15 – A alimentação também interfere nos resultados de colesterol e triglicérides?

R: Sim, mas principalmente no de triglicérides. Por exemplo, uma pessoa com triglicérides elevados e que adota uma dieta rígida na véspera do exame terá um resultado falsamente baixo. Já alguém com triglicérides normais, mas que come uma feijoada no dia anterior, apresentará resultado falsamente alto.

16 – Como tem que ser a alimentação para os resultados de triglicérides serem confiáveis?

R: Você deve manter a sua dieta habitual nos 5 dias que antecedem os exames. É fundamental jejum de 12 a 14 horas para a coleta do sangue.

17 – Exames que pedem jejum têm de ser feitos sempre de manhã?

R: Nem todos. Desde que obedeça ao tempo estipulado de jejum, alguns podem ser colhidos inclusive à tarde, sem problemas.

18 – Qualquer exame pode ser feito à tarde?

R: Alguns, não. É o caso das dosagens de cortisol, ferro e ACTH (hormônio adrenocorticotrófico). Esses exames devem ser realizados obrigatoriamente na parte da manhã. Motivo: é nessa parte do dia que tais substâncias têm um pico no organismo.

19 – Para certos exames, alguns médicos dispensam jejum e pelas instruções do laboratório é necessário. Qual orientação seguir? E por que esta diferença de informações?

R: A boa prática laboratorial recomenda que, para a maioria dos exames de sangue, a coleta seja realizada após um período mínimo de quatro horas de jejum, para o indivíduo adulto. Crianças e recém-nascidos devem ter este prazo reduzido ou até mesmo abolido, dependendo de cada situação clínica. Para cada exame, porém, pode haver necessidade de orientação específica, pois a concentração das substâncias absorvidas, como a glicose, por exemplo, varia de acordo com o tempo após a ingestão do alimento. Em contrapartida, um tempo de jejum muito prolongado também causa variações. Cada paciente, cada exame e cada situação devem ter suas particularidades analisadas de forma a se obter o maior grau de confiabilidade dos resultados. Em caso de dúvidas, consulte sempre o seu médico.

20 – Dói colher sangue para exame?

R: Normalmente, não, pois o procedimento dura segundos. Mas isso depende da sensibilidade de cada paciente e da destreza do atendente.

21 – Por que quando se tira sangue para exame às vezes o local fica roxo?

R: Isto se chama hematoma: extravasamento de sangue para fora da veia. Ele pode ocorrer em determinadas situações, tais como: veias finas, delicadas, com muita pressão, falta de boa compressão no local da punção; e paciente usando algum medicamento que altera a coagulação do sangue, entre os quais a aspirina.

22 – É prejudicial coletar sangue de crianças repetidas vezes?

R: A coleta de sangue significa realizar a punção de uma veia – ou em situações especiais, de uma artéria – para a obtenção de um volume de sangue para a realização de exames de laboratório. Algumas vezes, é possível obter o volume necessário por punção digital ou de calcanhar. Em todas as circunstâncias, a pele é puncionada, o que significa um pequeno trauma e uma lesão. Há um pequeno desconforto e um potencial risco de contaminação. Dessa forma, os cuidados implicam em fazer uma assepsia adequada no local da punção e o uso de instrumentos – agulhas e/ou lancetas esterilizadas. Além disso, a prática e destreza do pessoal de coleta são importantes. Repetir o processo várias vezes, evidentemente, não é adequado, um cuidado precisa ser tomado em relação ao volume de sangue coletado. Quanto menor a criança, menor o volume de sangue existente e, proporcionalmente, maior o volume coletado.

23 – Para colher o exame de fezes, a pessoa precisa estar em jejum?

R: Não. Também não precisa ser a primeira evacuação do dia. Isso vale para todos os tipos de exame de fezes. Detalhe: para a comodidade do cliente é melhor o material ser colhido em casa, num frasco apropriado, fornecido pelo laboratório.

24 – Por que para o exame Parasitológico de fezes a primeira amostra deve ser sem laxante?

R: A 1ª amostra do exame Parasitológico de fezes seriado deve ser colhida sem uso de laxante para que o material fecal possa ser avaliado macroscopicamente (para verificar presença de muco, pus, sangue, etc.) e também para poder ser realizada uma técnica de pesquisa de larvas de um determinado parasita na qual há necessidade das fezes não estarem semi-líquidas/líquidas.

25 – Urina só pode ser colhida no laboratório?

R: Depende do tipo de exame. Para cultura, o ideal é que a urina seja colhida no laboratório. Já a urina tipo I, que é mais comum, pode ser colhida em casa.

26 – No caso de exame de urina, tem que ser a “primeira da manhã” ?

R: Somente se o seu médico solicitar. Se isso não acontecer, a urina poderá ser colhida em qualquer horário do dia, mas com um cuidado antes do exame: de preferência, permanecer quatro horas sem urinar. Dará o volume ideal para uma boa coleta. O ideal é que seja colhida em frasco apropriado, fornecido pelo laboratório ou adquirido em farmácia.

27 – Por que devemos desprezar o primeiro jato de urina quando vamos fazer o exame?

R: O primeiro jato de urina traz células e secreção que podem estar presentes na uretra, principalmente se existir um processo inflamatório e/ou infeccioso chamado uretrite. Quando se está preocupado com uma possível infecção urinária, é importante que o material examinado não seja “contaminado” com o que estiver na uretra. Daí a necessidade de desprezar o primeiro jato e coletar o jato médio, ou seja, uma urina que representa bem o material que está na bexiga.

28 – Cremes e óvulos vaginais interferem no exame de urina?

R: Não, desde que se adote dois cuidados para não misturar esses medicamentos à urina: assepsia na hora do exame e uso de tampão vaginal.

29- Por que não se deve tomar laxante na véspera de uma curva glicêmica? E por que o exame deve ser suspenso quando apresentar episódio de diarréia?

R: Não se deve tomar laxante pois ele provoca um aumento de velocidade do trânsito intestinal, com modificação da absorção. Como a absorção de glicose é à base do teste, este pode ser prejudicado.

30 – É mesmo necessário seguir a dieta do laboratório para fazer uma curva glicêmica?

R: Se a dieta for muito pobre em hidratos de carbono, presente em alimentos como massas, açúcar e doces, a resposta do paciente pode mostrar um perfil mais alterado do que se ele tivesse uma dieta normal.

31 – Por que não se deve ingerir grande quantidade de bebida alcoólica para realizar exame de sangue oculto nas fezes?

R: A pesquisa de sangue oculto nas fezes é utilizada para auxiliar o diagnóstico de doenças do intestino (especialmente do colo), em que exista sangramento. Como o álcool é um irritante gástrico, podendo causar sangramento do estômago por irritação, a ingestão de álcool em grande quantidade é desaconselhada para quem vai fazer este tipo de teste.

32 – O que é antibiograma?

R: Antibiograma é um exame cuja finalidade é verificar quais são os antibióticos mais indicados para o tratamento da infecção causada pela bactéria isolada no material clínico analisado. Por este teste, ficamos sabendo a quais antibióticos a bactéria é sensível e a quais é resistente.

33 – Por que é feita a dosagem total de glóbulos brancos? A contagem por tipo não é mais importante? Quais são as células brancas e o que os níveis de cada uma podem apontar?

R: Para que se tenha uma idéia da quantidade de cada um dos tipos de glóbulos brancos circulantes é importante termos a contagem global e a específica. Alguns problemas podem causar alterações em tipos específicos de glóbulos brancos. Assim, é importante saber se o aumento ou a diminuição observados são absolutos ou relativos. Daí a necessidade de contar o total dos glóbulos brancos.

34 – Por que se recomenda realizar exames de hormônios conforme o ciclo menstrual?

R: A recomendação é feita para os hormônios que sofrem flutuação conforme o dia do ciclo, como o LH, FSH, estradiol e progesterona.

35 – O atendimento é preferencial para crianças, idosos e gestantes?

R: O atendimento de gestantes, idosos e crianças é prioritário. No entanto, em algumas situações, é necessária a presença de profissionais mais especializados (área infantil, área ginecológica) causando, algumas vezes, uma certa demora.

36 – Outra pessoa poderá retirar meus resultados sem comprovante e independente de qual exame tenha feito?

R: Não. Apenas alguém portando o comprovante pode retirar os resultados. Evidentemente, existem casos excepcionais que serão analisados pelo responsável de plantão.

37 – Quando fizer exames (particular) poderei ter acesso pelo telefone (Ex: BHCG, HIV, etc .)?

R: Independentemente de o exame ser realizado como particular ou pelo plano de saúde, os resultados podem ser retirados por telefone, fax, portador, postal ou internet, desde que autorizado pelo paciente no momento da abertura da ficha.


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